quinta-feira, 30 de julho de 2009

A Nossa Voz!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

DIRETAS JÁ ganha visibilidade na mídia

O colunista do jornal Correio Braziliense, Rubem Azevedo Lima, publicou do dia 29 de julho uma nota colocando em questão que, com eleições diretas na União Nacional dos Estudantes, a comunidade universitária seria ampliada e melhor representada.
As Diretas Já na UNE ganham cada vez mais proporção, abrangência e aliados.
"Mas a UNE, para isso, precisa modernizar- se. Na recente eleição ali realizada — quase como que em conventículo — , votaram, indiretamente, só três mil dos cinco milhões de universitários do país. Por que não tornar diretas as eleições, em todas as universidades brasileiras? Ampliada e representativa da comunidade universitária, pelo voto livre, a UNE teria autoridade bastante para tratar com qualquer governo."
A UNE e a República
Percebe-se, em relação aos jovens que fazem política nas escolas e na UNE, a pouca tolerância das pessoas em idade de serem pais ou avós desses estudantes. Este repórter, entre tantos outros desse grupo, entende que tal iniciação política é uma dádiva para a democracia e para o país.

Não importa se eles são a favor ou contra o governo, eleito pelo voto popular e realizador de coisas boas ou ruins. É importante, porém, que não percam nunca o senso crítico nem aplaudam tudo, como se o fizessem em troca de favores e não em sã consciência.

Talvez por não serem jornalistas, cujo dever é mostrar desacertos, para que os corrijam, os dirigentes da UNE têm incensado o governo mais até do que a publicidade oficial, que não ignora, mas oculta os desacertos.

Todo governo se elege para fazer o bem do país que governa e para proporcionar a maior felicidade possível aos governados. Mas a nenhum deles é dado o direito de corromper, por ação
ou omissão, o processo de formação política dos jovens.

Ao proibir-se, em 1964, a ação estudantil independente, reduziu-se a formação de bons políticos no país. Depois, os governos passaram a dar recursos ao estudantado, como se quisessem controlá-lo. Melhor seria se os concedessem, regularmente, e sob controle do TCU, para a UNE funcionar e expor, acima das barreiras partidárias, suas aflições políticas, econômicas e sociais, que são, sem dúvida, as de todos os brasileiros.

Mas a UNE, para isso, precisa modernizar- se. Na recente eleição ali realizada — quase como que em conventículo — , votaram, indiretamente, só três mil dos cinco milhões de universitários do país. Por que não tornar diretas as eleições, em todas as universidades brasileiras? Ampliada e representativa da comunidade universitária, pelo voto livre, a UNE teria autoridade bastante para tratar com qualquer governo.

Esse caldeirão de confrontos, comuns entre estudantes vindos de todas as regiões, de todos os credos e etnias, seria o cadinho de propostas e ideias capazes de reparar a desfiguração atual de nossas instituições republicanas. Os que não têm vícios recuperariam nossa democracia, aviltada pela generalização da falta de ética política no país. (...)
VISÃO DO CORREIO

terça-feira, 28 de julho de 2009

Vídeos do Movimento DIRETAS JÁ

Vídeos do Movimento DIRETAS JÁ - Sem Medo da Democracia, na Plenária Final do 51º Congresso da UNE

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Olê, olê olê olá

DIRETAS JÁ!

É essa força que nos reune, lutar pelas Diretas no CONUNE!

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Vem, vem!

Vem pra LUTA, vem!

Com as Diretas!

Vídeos: Amanda Lavor

Diretas Já - O Sonho Não Acabou!

Após o CONUNE, ficam as fotos, os fatos e os relatos do que passou.
Mesmo que a nossa principal bandeira - as DIRETAS JÁ - não tenham sido aprovada, pelo menos temos a consciência de que lutamos, brigamos e gritamos pelo que julgamos certo, e melhor para o movimento estudantil brasileiro.
Espero que, assim como eu, todos tenham essa consciência.
Assim poderão dormir tranquilos, com a certeza de que nossas palavras de ordem não foram em vão.
Fica a prova concreta, para a gente nunca esquecer:

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Vídeo e texto: Amanda Lavor

quarta-feira, 22 de julho de 2009

UNE elege novo presidente

Augusto Chagas, aluno de sistemas de informação da USP, é filiado ao partido que está no comando da entidade desde 1991 O estudante, eleito durante o 51º congresso da UNE, em Brasília, defende os repasses do governo, que chegaram a R$ 10 mi na gestão Lula

O aluno do curso de sistemas de informação da USP Augusto Chagas, 27, foi eleito ontem presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes) no 51º congresso da entidade, que aconteceu em Brasília.Ele assume o posto no lugar de Lúcia Stumpf e será o 10º líder da entidade filiado ao PC do B, partido que controla a entidade desde 1991, embora não tenha semelhante representatividade nacional -ocupa só 2% das cadeiras do Congresso.

Chagas ocupará o cargo por dois anos, período em que acompanhará uma eleição presidencial. Ele diz que a entidade não deverá participar de nenhuma campanha, mas apresentará uma plataforma de propostas para os candidatos.Além do PC do B, estão na chapa estudantes do PMDB, PSB, PDT, PT, e militantes do antigo MR-8. Votaram cerca de 3.000 pessoas. Chagas venceu com 2.809 votos (72%). O Brasil tem cerca de 5 milhões de universitários.

Dentro desse diversificado leque de apoios, há críticas a práticas defendidas pelo grupo que dirige a entidade. A principal é forma de escolha dos representantes da entidade. A eleição hoje para a diretoria da UNE é indireta. Nas universidades, os alunos elegem delegados, que vão ao congresso e escolhem os dirigentes. Usando camiseta com a inscrição "Diretas Já", o estudante Gabriel Souza diz que falta coerência à entidade. "Se a UNE prega eleições diretas para reitor, porque não defender o mesmo para a própria UNE?".

Os integrantes do PC do B defendem a atual forma de eleição sob o argumento de que um pleito direto traria dificuldades logísticas e, além disso, é importante que a escolha seja feita no congresso da UNE, que também define diretrizes.

A independência da entidade foi outro ponto de dissensão na eleição de ontem. A UNE já recebeu R$ 10 milhões do governo Lula desde 2004. Embora tenha críticas à política de juros, não se manifestou em relação aos principais escândalos de corrupção do governo."Queremos recuperar a autonomia da UNE", diz Juliano Medeiros, aluno da UFRGS que condena a falta de críticas à política educacional de Lula.

Fonte: Folha de S. Paulo

sábado, 18 de julho de 2009

LIDERANÇAS DECLARAM APOIO ÀS DIRETAS JÁ

Acompanhe um pouco da
participação do Movimento
Diretas Já no 51º Conune
Militantes e apoiadores acompanham debate sobre Reforma Poliítica

Carlos Siqueira - Presidente da Fundação João Mangabeira

Bira - Vereador de João Pessoa - PB

Ciro Gomes - Deputado Federal



Márcia Rebeca - Vice Presidente da UNE




quinta-feira, 16 de julho de 2009

Congresso da UNE vira torcida entre Ciro e Dilma

BRASÍLIA (Reuters) - As campanhas pré-eleitorais da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) dividiram nesta quinta-feira os participantes do 51º Congresso Nacional da União Nacional dos Estudantes (UNE), que contou com a presença da ministra e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Dilma é a pré-candidata do PT para a eleição presidencial de 2010. Já o deputado é citado como possível candidato a presidente, mas está em seus planos concorrer a governador de São Paulo.
Antes da chegada das autoridades ao local do evento, uma pequena parcela dos cerca de 2.800 estudantes gritou: "Brasil para frente, Ciro presidente."
Em seguida, a maioria do auditório respondeu com vaias e palavras de ordem em defesa da ministra, como "Olê, olê, olê, olá; Dilma, Dilma".
O presidente Lula também foi saudado com um coro, mas tentou frear os estudantes.
- Vocês vieram aqui para trabalhar ou para gritar? - disse Lula, o primeiro presidente a participar de um congresso nacional da UNE desde que a entidade foi fundada, em 1937.
O presidente defendeu a ampliação do acesso ao ensino universitário e as cotas raciais, a autonomia da instituição estudantil para fazer reivindicações junto ao governo e o esclarecimento do destino dos mortos e desaparecidos pela ditadura militar. Ao defender os programas sociais de seu governo, Lula admitiu que o Bolsa Família pode ser assistencialista.
Quando falava das realizações sociais do seu governo, Lula se emocionou. O presidente também respondeu o pedido feito pelos estudantes por uma maior participação do Estado na Petrobras e pela nacionalização das reservas de petróleo localizadas na camada pré-sal.
Segundo Lula, Dilma lhe entregará a proposta final do novo marco regulatório do setor em 10 dias, que depois será enviado ao Congresso.
- Não quero que seja um projeto meu. Quero que seja um projeto da sociedade brasileira para que mais ninguém tente privatizar esse patrimônio nacional - afirmou Lula.
A UNE, que recebeu recursos da Petrobras e outros órgãos públicos para realizar o congresso, faria uma manifestação nesta quinta-feira em defesa da estatal e do petróleo.
- A CPI da Petrobras (instalada no Senado) não é um balizador deste ato, mas vai ser comentada na passeata. Vai haver falas contra e a favor da CPI - disse à Reuters a presidente da UNE, Lúcia Stumpf.
Em seu discurso, a representante dos estudantes pediu a Lula que o Executivo reduza a meta de superávit primário e os juros a fim de haver mais capacidade para aplicar recursos no setor.
- Precisamos alcançar a meta de 10 % do PIB (Produto Interno Bruto) investidos em educação
Fonte: O Globo